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- Programa de Mindfulness Positivo (PMP)
Integrando Mindfulness à Psicologia Positiva: um ensaio clínico randomizado de um programa online de Mindfulness Positivo O objetivo do estudo foi testar a eficácia de um Programa de Mindfulness Positivo (PMP) baseado em intervenção on-line de 8 semanas que integrou práticas de mindfulness a uma série de variáveis de psicologia positiva, visando melhorar os escores de bem-estar medidos nessas variáveis. O ciclo de Mindfulness positivo, foi baseado em intenções positivas e na experiência dos pesquisadores, o que forneceu a base teórica para o PMP. O estudo foi baseado em um ensaio randomizado controlado por lista de espera, e 168 participantes (128 mulheres, idade média = 40,82) que completaram a intervenção, que incluiu vídeos diários, meditações e atividades. As variáveis testadas incluíram medidas de bem-estar, como gratidão, autocompaixão, autoeficácia, significado e autonomia. Dados pré e pós-intervenção, incluindo 1 mês após o término da intervenção, foram coletados de grupos experimentais e controle. As medidas pós-teste dos participantes experimentais mostraram uma melhora significativa em todas as variáveis dependentes em comparação com as do pré-teste e também foram significativamente maiores que as do grupo controle. Um mês após a intervenção, os participantes do grupo experimental mantiveram a melhora em 10 das 11 medições. Estes resultados positivos indicam que o PMP pode ser eficaz na melhoria do bem-estar e de outras variáveis positivas em populações adultas não clínicas. Os participantes do grupo experimental mantiveram a melhora em 10 das 11 medições. Estes resultados positivos indicam que o PMP pode ser eficaz na melhoria do bem-estar e de outras variáveis positivas em populações adultas não clínicas. Fonte do estudo: Ivtzan, I., Young, T., Martman, J. et al. Integrating Mindfulness into Positive Psychology: a Randomised Controlled Trial of an Online Positive Mindfulness Program. Mindfulness7, 1396–1407 (2016). https://doi.org/10.1007/s12671-016-0581-1 Quer te acesso ao estudo completo? Me chame no direct do Instagram que compartilho com você! https://www.instagram.com/malone.rodrigues/
- Aula 1: introdução à Síndrome da pressa
No vídeo, Malone Rodrigues, Filósofo, Especialista em Psicologia Positiva e graduando de Psicologia aborda a "Síndrome da Pressa" como um padrão de comportamento que leva ao adoecimento mental e físico. Embora não seja uma doença oficial, é caracterizada por constante correria e falta de tempo, gerando estresse e sobrecarga. Originada na década de 70 por cardiologistas, essa síndrome está relacionada ao estilo de vida "Tipo A", marcado por urgência, competição e multitarefa. O vídeo explora como fatores como tração tecnológica e sobrecarga de informações pesadas para a pressão. Propõe técnicas de gerenciamento do tempo, uso consciente da tecnologia e a prática da "Meditação Slow" como maneiras de combater os efeitos negativos da síndrome da pressão e promover uma abordagem mais saudável à vida cotidiana.
- Você já ouviu falar de Hurry Sickness ou síndrome da pressa?
Também conhecida como "síndrome da pressa", essa condição é caracterizada por um padrão comportamental em que a pessoa se sente constantemente "correndo", com pressa e com a sensação de que o tempo é escasso. É como se estivesse sempre sendo engolido pelas tarefas do dia, com pouco tempo para descansar, trabalhando até o limite físico e emocional, e com pausas rápidas para comer enquanto checa o celular e responde e-mails. Embora não seja considerada uma doença, a síndrome da pressa representa os efeitos negativos de um estilo de vida acelerado em que o ser humano moderno se relaciona de forma distorcida com o tempo. Esse ritmo vertiginosamente acelerado da sociedade moderna impacta diretamente em nossa experiência de tempo. O sociólogo Hartmut Rosa, em seu livro "Aceleração: a transformação das estruturas temporais na Modernidade", reflete sobre como a busca constante por produtividade tem levado a uma sensação de escassez de recursos temporais e à necessidade de aumentar ainda mais o ritmo da vida. Esse estilo de vida frenético e acelerado resulta em patologias que se tornam características da sociedade contemporânea, gerando mal-estar social e problemas relacionados à desorientação temporal, superestimulação, esgotamento e pressão do tempo. Podemos fazer escolhas conscientes e adotar comportamentos mais saudáveis e equilibrados em relação ao tempo. É importante reconhecer que estamos imersos nessa estrutura social acelerada, moldada pelas novas tecnologias e pela constante demanda por rapidez. No entanto, podemos fazer escolhas conscientes e adotar comportamentos mais saudáveis e equilibrados em relação ao tempo. Uma das estratégias é o gerenciamento do tempo e o estabelecimento de prioridades. Cada um de nós tem seu próprio ritmo, e é importante entender como organizar nosso dia e nossa atenção de acordo com nossas necessidades. Planejar tarefas e identificar o que é prioritário ajuda a evitar a sensação de urgência constante e a sobrecarga emocional. Além disso, estabelecer limites saudáveis e aprender a dizer "não" quando necessário são habilidades fundamentais para o bem-estar emocional e mental. Devemos reconhecer nossos limites individuais e respeitar nossas necessidades pessoais. Dizer "não" de maneira respeitosa nos permite equilibrar nosso tempo, energia e recursos, garantindo que possamos atender às nossas próprias prioridades. É essencial lembrar que nem tudo é urgente, e é importante avaliar as demandas do dia e identificar o que realmente precisa de nossa atenção imediata. Assumir uma relação saudável com o tempo envolve todas as dimensões de nossa vida. Devemos cuidar de nossa saúde integral, pois a aceleração impacta em nosso bem-estar físico, emocional e mental. É fundamental compreender que estamos inseridos em um sistema econômico e de produção acelerado, mas sempre conseguimos fazer escolhas que promovam nosso equilíbrio e saúde. Portanto, proponho refletirmos sobre nosso estilo de vida acelerado e buscar estratégias que nos ajudem a ter uma relação mais saudável com o tempo, valorizando momentos de pausa, autocuidado e descanso. Malone Rodrigues
- Potencializar as qualidades humanas: a missão esquecida da psicologia
Imagine que alguém se ofereça para entender os seres humanos, mas, ao fazê-lo, ensine apenas acerca de seus defeitos e patologias. Ainda que pareça um exagero, um questionamento do tipo “O que há de errado com as pessoas?” orientou o trabalho da maioria dos praticantes da psicologia aplicada (clínicos, escolares, etc.) no século XX. Em virtude das muitas formas de falibilidade humana, essa pergunta gerou uma avalanche de ideias sobre o “lado obscuro” do ser humano. Contudo, à medida que o século XXI avança, começamos a nos fazer outra pergunta: “O que há de certo com as pessoas?”. Essa interrogação está no centro da iniciativa emergente da psicologia positiva, que é o enfoque científico e aplicado da descoberta das qualidades das pessoas e da promoção de seu funcionamento positivo. Confira o artigo no qual o pioneiro da psicologia positiva, Martin E. P. Seligman, apresenta suas visões sobre a necessidade desse campo: Potencializar as qualidades humanas: a missão esquecida da psicologia Martin E. P. Seligman Presidente da American Psychological Association Antes da Segunda Guerra Mundial, a psicologia tinha três missões: curar as doenças mentais, tornar a vida das pessoas mais satisfatória e identificar e cultivar talentos superiores. Depois da Guerra, dois eventos mudaram a cara da psicologia. Em 1946, foi criada a Administração para os Veteranos de Guerra (Veterans Administration) nos Estados Unidos, e os profissionais da psicologia descobriram que poderiam ganhar a vida tratando de doenças mentais. Em 1947, instituiu-se o Instituto Nacional de Saúde Mental (National Institute of Mental Health), e os psicólogos acadêmicos descobriram que poderiam obter financiamentos para a pesquisa sobre doenças mentais. Como resultado disso, demos passos enormes rumo à compreensão e ao tratamento da doença mental. Pelo menos dez transtornos que anteriormente não eram tratáveis abriram seus segredos e agora podem ser curados ou aliviados consideravelmente. Melhor do que isso: milhões de pessoas tiveram seus problemas aliviados pelos psicólogos. Nossas missões negligenciadas Entretanto, o lado negativo foi que as duas outras missões fundamentais – melhorar a vida das pessoas e estimular os “superdotados” – foram totalmente esquecidas. Viramos uma vitimologia. Os seres humanos passaram a ser vistos como focos passivos: os estímulos chegavam e geravam “respostas”, ou “reforçamentos” externos enfraqueciam ou fortaleciam “respostas”, ou conflitos da infância comandavam o ser humano. Considerando o ser humano como essencialmente passivo, os psicólogos tratavam a doença mental dentro de um quadro teórico voltado a consertar hábitos problemáticos, infâncias problemáticas e cérebros problemáticos. Cinquenta anos depois, quero lembrar à nossa área de que ela se desviou. A psicologia não é apenas o estudo da fraqueza e do dano, mas também o estudo da qualidade e da virtude. Tratar não significa apenas consertar o que está com defeito, mas também cultivar o que temos de melhor. Trazer esse aspecto para o primeiro plano é o trabalho da Força-tarefa Presidencial sobre Prevenção (Presidential Task Force on Prevention), coordenada por Suzanne Bennett Johnson e Roger Weissberg. Essa força-tarefa assume uma série de incumbências: tentará identificar as “melhores práticas na prevenção”, sob a direção de Karol Kumpfer, Lizette Peterson e Peter Muehrer; explorará “a criação de uma nova profissão: formação em prevenção e promoção de saúde”, promovendo conferências sobre a formação da nova geração de psicólogos da prevenção, sob a coordenação de Irwin Sandler, Shana Millstein, Mark Greenberg e Norman Anderson; funcionará com Henry Tomes, do Public Interest Directorate, da APA, na campanha de propaganda para prevenir a violência nas crianças; patrocinará uma edição especial da revista American Psychologist sobre prevenção, organizada por Mihaly Csikszentmihalyi, e, liderada por Camilla Benbow, questionará o que a psicologia pode fazer para estimular crianças com talentos extremamente elevados. Potencializando as qualidades, a resiliência e a saúde nos jovens Precisamos de psicólogos que trabalhem com famílias, escolas, comunidades religiosas e empresas para enfatizar seu papel fundamental de potencializar as qualidades. Martin E. P. Seligman Contudo, resta uma questão por trás disso: como podemos prevenir problemas como depressão, abuso de drogas e álcool, esquizofrenia, AIDS ou danos em jovens e crianças que sejam geneticamente vulneráveis ou que vivam em mundos que estimulam esses problemas? O que aprendemos é que patologizar não nos aproxima da prevenção de transtornos graves. Os grandes avanços na prevenção vieram principalmente da construção de uma ciência voltada à promoção sistemática da competência dos indivíduos. Descobrimos que há um conjunto de qualidades humanas que são os mais prováveis parachoques contra a doença mental: coragem, otimismo, habilidade interpessoal, ética no trabalho, esperança, honestidade e perseverança. Grande parte da tarefa da prevenção será criar uma ciência das qualidades humanas, cuja missão seja estimular essas virtudes nos jovens. Cinquenta anos de trabalho dentro de um modelo médico baseado no defeito pessoal e no cérebro problemático deixaram as profissões da saúde mental mal-equipadas para realizar a prevenção eficaz. Precisamos de pesquisas de grande porte sobre qualidades e virtudes humanas. Precisamos de profissionais que reconheçam que grande parte do melhor trabalho que realizam é amplificar essas qualidades, em lugar de consertar os defeitos de seus pacientes. Precisamos de psicólogos que trabalhem com famílias, escolas, comunidades religiosas e empresas para enfatizar seu papel fundamental de potencializar as qualidades. As principais teorias psicológicas mudaram para ser o alicerce de uma nova ciência das qualidades e da resiliência. As pessoas, até mesmo as crianças, são consideradas atualmente como tomadoras de decisões, com opções, preferências e a possibilidade de se tornar habilidosas, eficazes ou, em circunstâncias negativas, desamparadas e desesperançosas. Essa ciência e essa prática prevenirão muitos dos principais transtornos emocionais. Elas também terão efeitos colaterais. Tudo o que estamos aprendendo sobre os efeitos do comportamento e do bem-estar mental sobre o corpo tornará nossos clientes mais saudáveis fisicamente. Também vai reorientar a psicologia para suas duas missões negligenciadas, fortalecendo as pessoas normais e tornando-as mais produtivas, bem como realizando o potencial superior dos seres humanos. Fonte: De Seligman, M., Building human strength: Psychology’s forgotten mission, in APA Monitor, janeiro 1998, p. 2. Direitos autorais © 1998, de American Psychological Association. Em Snyder, C. & Lopez, SJ (2011). Psicologia positiva: uma abordagem científica e prática das qualidades humanas . Grupo A. A nova era da psicologia positiva| Martin Seligman • TED2004 Martin Seligman fala sobre a psicologia como um campo de estudo e também da sua abordagem frente-a-frente com cada paciente e cada profissional. Ultrapassando o foco na doença, interessa-se por aquilo que a psicologia moderna pode contribuir para o desenvolvimento pessoal de cada um de nós.
- Como praticar Mindfulness?
Em vídeo produzido para Pós PUC Paraná, Malone explica como começar a praticar mindfulness Apesar de ser uma técnica simples e acessível para todos, é necessário entender como funciona e praticar para que você consiga, com o tempo, deixar os seus pensamentos e preocupações de lado durante o exercício e aproveitar todos os benefícios. O nosso professor Malone Rodrigues compartilha neste vídeo um exercício do mindfulness de 1 minuto conhecido como Prática de Aterrissagem para trazer a atenção para o momento presente.
- Depressão atinge mais brasileiros que diabetes, diz pesquisa
Pesquisa do Ministério da Saúde mostra que porcentual é maior que média da OMS Fonte: O Estado de S. Paulo. 25 Apr 2022. ROBERTA JANSEN RIO Um porcentual cada vez maior de brasileiros sofre de depressão, segundo a Pesquisa Vigitel 2021. Os dados revelam ainda que, em média, há mais casos no País com depressão que com diabetes. Um porcentual cada vez maior de brasileiros sofre de depressão, e a pandemia de covid-19 pode ter contribuído para agravar o problema. De acordo com a Pesquisa Vigitel 2021, do Ministério da Saúde, divulgada na semana passada, em média 11,3% dos brasileiros relatam um diagnóstico médico de depressão. É um número bem acima da média apontada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para o País, de 5,3%. O Vigitel é um levantamento anual sobre saúde nas capitais. E é a primeira vez que traz números da depressão. O levantamento mostrou também que, em média, há mais pessoas no País com depressão do que com diabete (9,1%) – doença crônica considerada muito comum. O trabalho revelou ainda que a frequência de adultos com diagnóstico médico de depressão variou bastante entre as capitais. Foi de 7,2% em Belém, a 17,5% em Porto Alegre. Como já é sabido, a doença afeta mais mulheres (14,7%) do que homens (7,3%) e aparece com porcentuais semelhantes em todas as faixas etárias. “Já tínhamos um indicativo de que o problema estava aumentando e, por isso, decidimos incluir a depressão no Vigitel, que é feito com maior periodicidade”, explicou o professor Rafael Moreira Claro, da Universidade Federal de Minas (UFMG), coordenador do trabalho. “A Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) de 2019 registrou que 10% da população tinha um diagnóstico médico de depressão, ante 7,6% na pesquisa anterior, de 2013; aumento de 5 milhões de pessoas.” Os pesquisadores acreditam que o número expressivo de diagnósticos está agora relacionado à pandemia de covid-19. Um levantamento feito pela Universidade Estadual do Rio (UERJ), em 2020, sobre o impacto da pandemia, revelou que o porcentual de casos tinha passado de 4,2% para 8% nos primeiros meses da crise no País. “Sabemos que situações muito estressantes como a pandemia podem ser um estopim para a depressão”, afirmou Alberto Filgueiras, do Instituto de Psicologia da UERJ. “Embora o novo número seja muito alto, não chega a surpreender que dois anos depois a situação tenha piorado, até porque não temos política pública para a contenção de demandas patológicas.” SUBNOTIFICAÇÃO. Como a depressão é uma doença “silenciosa” e cercada de tabus, os casos ainda tendem a ser subnotificados. “As exigências dos tempos em que vivemos já são muito grandes, e agora estão somadas a um contexto de pandemia, de uma ameaça invisível, de risco de vida para você e os seus amados. Muita gente não deu conta mesmo”, constatou Teresa Cristina Kurimoto, da Escola de Enfermagem da UFMG, uma das responsáveis pelo Vigitel. “Alguns estudos mostram que em grupos específicos, sobretudo de profissionais da linha de frente, o aumento foi muito maior, chegando a 40%.” Para os especialistas, não há uma explicação única para o fenômeno. As demandas da vida contemporânea têm um impacto, bem como o aperfeiçoamento do diagnóstico e o excesso de diagnósticos.“o tempo em que a gente vive é ansiogênico (gerador de ansiedade) e, ao mesmo tempo, de percebermos nossa impotência diante de tantas coisas”, afirmou Kurimoto. “Somos o tempo todo confrontados com a exigência de sermos excelentes gestores de nós mesmos; não serve ser bom, tem de ser excelente. A gestão do tempo, das emoções, tudo precisa acontecer de forma muito competente.” A redução dos preconceitos que cercam a doença e a melhoria nos diagnósticos certamente contribuíram para o aumento do número real de casos. Mas, ressaltou a especialista, também não se pode descartar um excesso de diagnósticos errôneos, em que questões inerentes à existência humana são transformadas em doença. O Vigitel também mostrou um aumento no consumo exagerado de álcool e uma redução da prática de atividade física – duas variáveis ligadas à depressão. O trabalho mostra que praticamente a metade da população (48,2%) pratica menos atividades físicas do que o recomendado. E o consumo abusivo de bebida alcoólica chegou a 18,3%. A depressão resulta de uma complexa interação de fatores sociais, psicológicos e biológicos, segundo a Organização Mundial de Saúde. Pessoas que passam por eventos adversos (como desemprego, luto, trauma psicológico) são mais propensas. Episódios de depressão podem ser leves, moderados ou graves. Alguns sintomas a serem notados são tristeza persistente, humor deprimido (desânimo, baixa autoestima, sentimentos de inutilidade), perda de interesse em atividades antes apreciadas, alterações no apetite, ganho ou perda de peso súbita, insônia, excesso de sono e fadiga acentuada. Dependendo da avaliação médica, os tratamentos podem ser por psicoterapia ou medicamentosos, ou uma combinação dos dois. TRANSTORNO BIPOLAR. Preferindo o anonimato, a porto-alegrense I.R, de 50 anos, foi diagnosticada pelo psiquiatra com transtorno bipolar. A identificação surgiu há cerca de 20 anos, quando estava em seu segundo casamento. “Sempre lutei com relações de mudança de comportamento e aquela tristeza absurda. Sempre tive muitas dúvidas sobre esse diagnóstico de bipolaridade, pois meus episódios de depressão são muito mais persistentes do que qualquer outra coisa”, afirmou a comunicadora que trabalha em um canal de TV. I.R relatou que no início da doença conseguia identificar suas crises de mania, como por exemplo, euforia exacerbada, descontrole nos gastos econômicos (em especial, supérfluos) e irritabilidade extrema. Na época, fazia consultas particulares com o psiquiatra e tomava remédios. Entre os medicamentos receitados estavam divalproato de sódio, indicado para o tratamento de episódios de mania associados com transtornos bipolares e cloridrato de sertralina para sintomas de depressão e ansiedade. “Tomei por algum tempo e depois parei por conta própria.” Após um período, a paciente retornou ao médico e começou a se tratar com topiramato, para estabilização do humor, e quetiapina, para o tratamento de manutenção do transtorno afetivo. “Fiz o tratamento por um tempo e parei de novo. Eu vivo o presente. A depressão foi tão forte que até tomou conta da tentativa que o paciente bipolar pode ter, por exemplo: vou gastar dinheiro para quê? Vou discutir para que? Não tenho muitas expectativas com as coisas, não possuo mais aquela vontade, sabe....”, lamentou. A paciente revelou que desistiu dos tratamentos convencionais, como psiquiátricos e psicológicos, pelos altos valores das consultas e remédios para combater a depressão e ansiedade. “A perda do emprego repentinamente em 2015 (justo às vésperas de seu aniversário), a morte de minha avó e o fim do segundo casamento foram fatores cruciais”, comentou I.R que já pensou em suicídio algumas vezes. ANIMAIS. Muita gente ainda não acredita, mas ter um animal de estimação faz bem à saúde. Pode ser um cão, um gato, um hamster ou mesmo um coelhinho. O fato é que conviver com esses animais traz alegria e bem-estar, e o convívio é sempre muito agradável e recompensador. A gaúcha I.R, que também é mãe e avó, atribui sua vida a cuidar, especialmente, de gatos de estimação. “Vivo por eles, os gatos são a minha medicação e assim me mantenho estável, em pé, como lutadora, entende?”, explicou a gaúcha. Já a idosa Zilma de Sousa, de 70 anos, residente em um apartamento na zona norte de Porto Alegre disse que foi diagnosticada com depressão após a morte do marido, em janeiro de 2014. Na época, ela sentia muita tristeza, um vazio e grande vontade de dormir, apenas dormir. Fez tratamento psiquiátrico por um ano e meio. Posteriormente seguiu apenas com os medicamentos. “Larguei as consultas porque só falava, falava e nada do médico me dizer algo, apenas me dava medicamentos. Claro que os remédios ajudaram e ajudam até hoje”, admitiu Zilma. Entre os medicamentos expostos em uma caixa, na mesa da sala estão o clonazepam – um ansiolítico bastante eficaz contra transtornos de ansiedade e o escitalopram, utilizado para tratamento ou prevenção da recorrência da depressão, tratamento do transtorno de pânico, de ansiedade e obsessivo compulsivo. “Tomo diariamente os dois comprimidos e me sinto bem, além disso tenho meu companheiro aqui, o Marenco (cãozinho da raça Shitzu), de 8 anos. Marenco foi um presente de sua filha, logo após o falecimento do pai. “Um amigo e tanto”, finalizou Zilma. MULHERES. Conforme o médico psiquiatra do Grupo Hospitalar Conceição (GHC) em Porto Alegre, Bruno Paz Mosqueiro, de 37 anos, cerca de 20% dos pacientes atendidos no Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) relatam sintomas de depressão e estes são encaminhados para atendimento ao Posto de Saúde ou, dependendo da gravidade do caso, direcionados aos ambulatórios especializados na área de psiquiatria. Outra observação feita pelo médico, durante os atendimentos, é de que a maioria são mulheres que buscam ajuda. “As mulheres possuem um risco quase duas vezes maior de desenvolver a depressão e isso se deve a vários fatores, desde biológicos até questões de gênero”, explicou. Efeito do coronavírus Em alguns grupos, como o de profissionais da linha de frente, o aumento de casos chegou a 40% “Não chega a surpreender. Sabemos que situações muito estressantes como a pandemia podem ser um estopim para a depressão.” Alberto Filgueiras Instituto de Psicologia/uerj Risco aumentado “As mulheres possuem um risco quase duas vezes maior de desenvolver a doença”, diz especialista
- Meditação e Psicologia Positiva
Neste episódio indico dois exercícios de meditação que podem ajudar no fortalecimento das nossas forças de caráter. Dica de meditação em áudio: Dica de meditação descrita: MEDITAÇÃO COM A ATENÇÃO FOCADA NA RESPIRAÇÃO Escolha uma postura confortável. Procure relaxar o corpo, desmanchando as tensões existentes. Foque sua atenção na respiração. Sua respiração está sempre lá, como ondas do mar quebrando na beira da praia. Respire livremente, sem tentar mudá-la. Você pode observar a inspiração e a expiração notando as sensações do ar entrando e saindo pelas narinas, ou pelos movimentos do tórax, ou do abdome. Sempre que sua mente divagar, volte gentilmente a atenção para o foco na respiração. Deixe que sua respiração traga sua consciência para o momento presente, o aqui e agora. Quando você se sentir distraído por pensamentos, simplesmente observe e retorne a atenção para a respiração. Não se irrite, pois é normal divagar. É importante prestar atenção na respiração e não, simplesmente, pensar nela. Sinta os movimentos respiratórios no tórax ou abdome, ou o atrito do ar na borda das narinas. Permaneça relaxado e mantenha a imobilidade. Em ocasiões de agitação, pode ser útil contar os movimentos respiratórios. Ao expirar, diga “um”. Continue contando cada expiração: “dois... três... quatro...”. Ao chegar ao “dez”, comece novamente com “um”. Se você perder a conta, basta recomeçar. Repita quantas vezes for necessário. Se uma sensação específica do seu corpo chamar sua atenção, deixe-a de lado e mantenha o foco na respiração. Se ela persistir, concentre-se na sensação até ela retroceder. Em seguida, volte sua atenção para a inspiração e a expiração e a contagem da respiração. Lembre-se de que não há um jeito certo ou errado de meditar: o único erro é deixar de praticar. Fonte do Exercício encontrado no livro: COSENZA, Ramon M. Neurociência e Mindfulness: Meditação, Equilíbrio Emocional e Redução do Estresse .
- Quero começar a meditar em 2022!
Um novo ano começou! Muitos de nós queremos realizar um (re) começo. Cuidar mais de nós ou até mesmo ter mais tempo para as coisas importantes em nossas vidas. Pensando nisso, o primeiro episódio do podcast de Meditação e Bem-estar de 2022 tem como tema: Quero começar a meditar em 2022! Que tal começar a meditar neste ano? Este pode ser um ótimo ato de autocuidado com você! Espero que vocês curtam este episódio e a segunda temporada! Lembre-se: um episódio novo toda segunda-feira! Sou Malone Rodrigues, filósofo, graduando de psicologia, sou especialista em psicologia positiva, e ciência do bem-estar. Sou instrutor de meditação (certificado) e criador do método da meditação slow. Quer conhecer um pouco mais do meu trabalho, acesse o meu site: www.malonerodrigues.com ou me segue nas redes @ malone.rodrigues APOIADORES Quer ser um dos meus apoiadores? Você pode realizar uma contribuição, de qualquer valor. Basta fazer um PIX para malonerodrigues.pix@gmail.com E assim, você me ajuda a produzir um conteúdo com cada vez mais qualidade! REFERÊNCIAS Modelo HAPA criado pelo psicólogo alemão Ralf Schwarzer: http://www.hapa-model.de/ Aplicativo: Lojong (Android, iOS), palavra tibetana que significa “treinamento da mente”. https://lojongapp.com/
- MEDITAÇÕES GUIADAS | PUCRS
Em 2020, devido à pandemia liderei uma ação que produziu áudios de meditações guiadas para alunos, professores e técnicos da Universidade. Os áudios foram disponibilizados no IGTV do Instagram da Universidade. E estão a disposição para todos que quiserem conferir. 1º Temporada 2020 Meditação 01 Clique aqui Meditação 02 Clique aqui Meditação 03 Clique aqui Meditação 04 Clique aqui Meditação 05 Clique aqui Meditação 06 Clique aqui Meditação 07 Clique aqui Meditação 08 Clique aqui Meditação 09 Clique aqui Meditação 10 Clique aqui 2º Temporada 2021 Meditação 01 Clique aqui Meditação 02 Clique aqui Meditação 03 Clique aqui Meditação 04 Clique aqui
- Meditação no SUS
5º episódio | Série Meditação e bem-estar Olá, seja bem-vindo ao 5º episódio da série Meditação e Bem-estar! Eu sou Malone Rodrigues, meu objetivo é olhar para meditação com o olhar da ciência! Nós sabemos que as práticas de meditação são um caminho para quem busca tranquilidade e qualidade de vida e que essas diferentes práticas têm efeitos significativo sobre a nossa saúde. A meditação é uma das 29 Práticas Integrativas Complementares oferecidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Neste episódio abordo a questão do uso da meditação no Sistema Único de Saúde (SUS) brasileiro, e como as práticas de meditação são compreendidas dentro do plano de Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC). Confira aqui alguns dos materiais referências que usei na pesquisa de produção deste episódio: BRASIL. Ministério da Saúde. Governo Federal. Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS: práticas integrativas e complementares em saúde (pics). Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS). Disponível em: https://aps.saude.gov.br/ape/pics. Acesso em: 26 jun. 2021. Práticas integrativas no SUS: Yoga e Meditação Christovão Paiva; Marcela Morato; Rafael Figueiredo; Luci Guedes da Silva; Mariana Soares; Marly Azevedo Isaias; Neuza Rodrigues da Silva; Raphael Dias; Silma Afonso; Simone Costa. Recurso educacional aberto em Português | CVSP - Brasil | ID: cfc-324231 FACULDADE DE MEDICINA (Minas Gerais). Ufmg. Terapias complementares do SUS: meditação. Meditação. 2017. Esta matéria faz parte de uma série sobre as terapias complementares adotados como ações de promoção e prevenção em saúde no SUS. Disponível em: https://www.medicina.ufmg.br/terapias-complementares-do-sus-meditacao/. Acesso em: 26 jun. 2021.
- Benefícios da meditação na nossa saúde
4º episódio | Série Meditação e bem-estar Episódio novo todo domingo! Olá, seja bem-vindo ao 4º episódio da série Meditação e Bem-estar! Eu sou Malone Rodrigues, meu objetivo é olhar para meditação com o olhar da ciência! Existem evidências crescentes, a partir de estudos, de que as práticas de meditação, que são praticadas de forma regular podem contribuir para a prevenção e tratamento de diversas doenças e de condições clínicas. Neste episódio abordo a questão do impacto da meditação em nossa saúde, e como ao longo da história e ciência vem comprovando e validando esses benefícios. Confira a bibliografia do material referencial que eu usei: BRASIL. Ministério da Saúde. Gabinete do Ministro. Portaria n° 849, de 27 de março de 2017. Inclui a Arteterapia, Ayurveda, Biodança, Dança Circular, Meditação, Musicoterapia, Naturopatia, Osteopatia, Quiropraxia, Refl exoterapia, Reiki, Shantala, Terapia Comunitária Integrativa e Yoga à Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares. Diário Ofi cial da União da República Federativa do Brasil. Brasília, 28 de março, 2017. DEMARZO, M.M.P. Meditação aplicada à saúde. In: Programa de Atualização em Medicina da Família e Comunidade. 1. ed. Porto Alegre-RS: Artmed Panamericana Editora, 2011, v.6, pp. 1-18 LIMA, R. F. D. Suporte básico e neurofisiologia das práticas meditativas. Psicologia.pt - O Portal dos Psicólogos, 2005. Disponível em: http://www.psicologia.pt/artigos/textos/A0266.pdf>. SAMPAIO, C. A prática da meditação como um instrumento de autorregulação do organismo. Encontro Brasileiro de Psicoterapias Corporais, Curitiba, 2013. 06. Disponível em: Garcia, Vivian Garcia. MEDITAR OU MEDICAR? A prática do silêncio como uma alternativa à medicalização de crianças com sintomas de desatenção e hiperatividade. Trabalho de pós-graduação em Infância, Educação e Desenvolvimento Social, do Instituto Superior de Educação de São Paulo – Singularidades. Orientador: Me. Rita Mendonça. 2017 WILLIAMS, M.; PENMAN, D. Atenção plena - Mindfulness: como encontrar a paz em um mundo frenético. 1ª. ed. Rio de Janeiro: Sextante, 2015.
- 5 formas de melhorar a concentração e o foco
Malone Rodrigues, responsável pelo projeto Meditação e Cultivo da Interioridade da PUCRS, explica o que é concentração e sugere formas de melhorar essa habilidade Quando conversamos sobre concentração, é importante compreender o que é a atenção. Segundo o psicólogo Robert J. Sternberg, ela pode ser definida como “o fenômeno pelo qual processamos ativamente uma quantidade limitada de informações do enorme montante disponível através de nossos sentidos, de nossas memórias armazenadas e de outros processos cognitivos”. Desse modo, podemos dizer que concentração é a capacidade de conduzir nossa atenção de maneira a focar em um único ponto, pensamento ou ação. Esse estado de concentração foi estudado por Mihaly Csikszentmihalyi, que criou o termo “flow” para designar o estado de absoluta concentração que atingimos quando fazemos algo que gostamos. Em seu estudo, ele analisou pintores enquanto pincelavam suas obras. No entanto, segundo algumas estimativas, nosso cérebro recebe cinco vezes mais informações por dia do que há 40 anos atrás. O filósofo sul-coreano Byung-Chul Han, em seu livro A Sociedade do cansaço, propõe uma reflexão sobre o retrocesso da nossa espécie à ideia de “multiatenção”. Para ele, estamos retrocedendo ao nosso estado selvagem, pois são os animais que precisam estar sempre em alerta, dividindo sua atenção entre a busca do alimento e a sobrevivência. Hoje, sabemos que a tal habilidade chamada de “multitarefa” não é eficaz para o ser humano. Mas o que fazer para poder focar efetivamente em algo? Confira essas cinco dicas preparadas pelo filósofo Malone Rodrigues, líder do projeto de meditação do Centro de Pastoral e Solidariedade da PUCRS, para ajudar no cultivo da sua concentração. Inspire-se em Sherlock Holmes O maior detetive fictício do mundo é alguém que conhece o valor da concentração, e pode ser objeto de inspiração. Nas histórias escritas pelo autor Arthur Ignatius Conan Doyle, podemos perceber que quando um novo caso é apresentado, Holmes não faz nada mais do que se sentar em sua cadeira de couro, fechar os olhos e unir as mãos em uma atitude de quietude e silêncio. Ele se transforma no detetive mais inativo e ativo que existe. Podemos chamar esta atitude de centramento. Concentrar é trazer para o centro da nossa mente aquilo que estamos fazendo e pensando. Preste atenção no que está fazendo. Vamos lá! Até chegar nesta linha, sua atenção foi capturada quantas vezes? Pensamentos, mensagens no celular, algum barulho na sua casa, uma notificação… Calma! Estamos habituados a fazer as coisas de forma mecânica e ao mesmo tempo receber inúmeros estímulos externos. Sabemos que nosso cérebro tem a capacidade de aprender novos comportamentos. Então, cultive sua atenção no que está fazendo agora! Treine seu cérebro Seu cérebro é como seus músculos: precisa ser treinado. Estimule sua mente com jogos. Palavras cruzadas, xadrez, quebra-cabeças e jogos de memória são ótimos aliados. Algumas sugestões de jogos online gratuitos com o objetivo de treinar a mente são os do site CogniFit. Elimine distrações Não é possível encontrar uma solução “para ontem”, nada na vida funciona em um estalar de dedos. Tudo exige processo, calma e tempo. No entanto, você pode colaborar com sua atenção. Retire as distrações: desligue o celular (ou o coloque no modo avião) e desative as notificações. Lembre-se da dica 2! Quando for fazer algo, foque nisso. Esqueça o mundo externo e, quando se distrair, escolha voltar para a atividade que está executando. Uma maneira muito legal de fazer isso é o método Pomodoro. A Técnica Pomodoro é um método de gerenciamento de tempo desenvolvido por Francesco Cirillo no final dos anos 1980, ela consiste em utilizar um cronômetro para dividir o trabalho em períodos de 25 minutos, separados por breves intervalos. Isso ajuda você a focar sua atenção. Pratique a meditação Primeiro precisamos entender que a meditação é sim uma prática presente em várias tradições religiosas. No entanto, ela vem sendo utilizada de maneira laica, com o objetivo de cultivar a atenção e promover bem-estar. Embora as práticas tenham sua origem nas antigas tradições religiosas como o cristianismo, budismo e tantas outras, quando se trata de psicologia experimental, a prática da meditação tem menos a ver com espiritualidade e mais com o cultivo da concentração, ou seja, está relacionada com a capacidade de aquietar a mente, focar a atenção no presente e afastar qualquer distração. Já em 1970, a psicóloga e professora de Harvard Ellen Langer demonstrou que o pensamento consciente pode levar a melhorias nas funções cognitivas e até mesmo nas funções vitais em adultos e idosos. Hoje, existe uma infinidade de pesquisas científicas que abordam os benefícios da meditação nos estados de consciência e concentração. Mesmo que em pequenas doses, a meditação pode colaborar com mudanças impressionantes. Em 2020, pesquisadores da Universidade de Hokkaido, no Japão, publicaram um estudo na revista Social Cognitive and Affective Neuroscience, no qual demonstravam que a meditação pode mudar a atividade cerebral, modificando de maneira positiva a atividade neural e a atenção. O estudo envolveu 49 participantes saudáveis, todos eram estudantes universitários que não conheciam a meditação. Divididos em dois grupos, um recebeu um treinamento de oito semanas de meditação, e o outro apenas participava de momentos em que escutava músicas clássicas. Ao analisar os participantes que meditaram, os pesquisadores descobriram evidências da eficácia da meditação e de como ela afeta de maneira positiva a atividade cerebral e o desempenho cognitivo. Então, busque meditar! Texto publico no portal da PUCRS, confira na íntegra clicando aqui.









