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- Aceleração Social: O impacto da síndrome da pressa na saúde e o caminho para o bem-estar
Vivemos em uma era marcada pela aceleração social, onde a constante pressão para sermos produtivos e eficientes muitas vezes nos leva a um estado de exaustão física e mental. A "Síndrome da Pressa", como é conhecida essa condição, tem se tornado cada vez mais comum na sociedade moderna, afetando diretamente a saúde e o bem-estar das pessoas. Mas como podemos encontrar um ritmo de vida mais equilibrado em meio a esse turbilhão? Segundo o psicólogo e filósofo Malone Rodrigues, especialista em Ciência do Bem-Estar, práticas contemplativas como a Meditação Slow podem ser a chave para restaurar o equilíbrio em nossas vidas. Malone Rodrigues, que dedica sua carreira ao estudo da aceleração social e suas consequências, explica que a Síndrome da Pressa não é apenas uma questão de se sentir ocupado o tempo todo. "A aceleração social é uma característica da vida moderna, onde somos constantemente bombardeados com informações e expectativas de produtividade. Isso cria um estado de hiperatividade mental que muitas vezes nos desconecta do momento presente e de nós mesmos", afirma Rodrigues. Recentemente, Malone lançou um livro que tem ganhado destaque no campo da saúde mental e do bem-estar: "Meditação Slow: Encontre o Ritmo Saudável da Vida Através da Meditação Slow" . Nele, o autor apresenta uma metodologia inovadora de meditação, desenvolvida ao longo de suas pesquisas na PUCRS, que busca justamente desacelerar a mente e o corpo. "A Meditação Slow é uma prática que vai além do exercício de relaxamento. Ela é um convite para uma profunda reconexão consigo mesmo, resgatando o sentido do aqui e agora", destaca o psicólogo. De acordo com Rodrigues, a prática regular de meditação e mindfulness tem mostrado resultados promissores na melhoria da saúde mental e na redução dos efeitos da aceleração social. "Precisamos entender que nosso corpo e nossa mente têm limites. A meditação, especialmente a Meditação Slow, oferece um espaço seguro para que possamos pausar, respirar e nos reconectar com o que realmente importa. Ela nos ensina a viver no presente e a lidar melhor com o estresse e a ansiedade ", completa. O livro de Malone também explora como a aceleração social afeta não só a mente, mas também o corpo. " Vivemos em um ritmo que não é natural para nossa biologia. Essa desconexão pode levar a uma série de problemas de saúde, desde distúrbios do sono até doenças crônicas. Minha pesquisa busca demonstrar como práticas contemplativas podem ser ferramentas eficazes para restabelecer um ritmo de vida mais saudável e sustentável", explica. Para aqueles que sentem que a vida tem sido uma corrida sem fim, Malone Rodrigues sugere a Meditação Slow como um primeiro passo para desacelerar. "O caminho para o bem-estar começa com pequenas mudanças. Ao integrar práticas contemplativas em nosso cotidiano, podemos cultivar um maior equilíbrio emocional e um profundo senso de propósito. Afinal, cada um de nós tem o poder de escolher o ritmo de sua própria vida", conclui. A obra de Malone Rodrigues está disponível nas principais livrarias e oferece uma leitura acessível e prática para aqueles que buscam aprender a desacelerar e encontrar um novo caminho para a saúde e o bem-estar. Para mais informações sobre a Meditação Slow e outras práticas recomendadas por Malone, acesse seu site oficial.
- Explicação do Logotipo: Uma Síntese de Corpo, Mente e Espírito
O logotipo escolhido para representar meu trabalho carrega consigo um simbolismo profundo e significativo, inspirado pela integração das filosofias antigas e os princípios modernos da psicologia. Ele evoca a imagem de uma montanha, que simboliza a busca constante por crescimento, superação e evolução pessoal. A montanha é, ao mesmo tempo, um desafio e um objetivo, um lugar de refúgio e contemplação, representando a jornada interior que todos devemos empreender para alcançar um estado de equilíbrio e harmonia. As três faces do logotipo não só sugerem a forma de uma montanha, mas também representam a integridade do ser humano em sua totalidade: corpo, mente e espírito. Esse conceito trinitário é fundamental tanto na filosofia quanto na psicologia, onde o bem-estar verdadeiro é alcançado através do alinhamento desses três elementos. O corpo representa o aspecto físico, a base que sustenta nossa existência; a mente, o centro de pensamentos e emoções, o terreno onde o autoconhecimento e a autoconsciência florescem; e o espírito, a essência mais profunda, onde encontramos significado e conexão com algo maior. A forma arredondada e envolvente das linhas sugere movimento e fluidez, enfatizando a ideia de que o equilíbrio é um processo dinâmico, um fluxo contínuo entre os diferentes aspectos do ser. Assim, o logotipo se torna um reflexo visual da prática terapêutica que eu proponho: uma abordagem integrativa que busca harmonizar o corpo, a mente e o espírito para promover uma vida mais plena, consciente e equilibrada. Portanto, o logotipo não é apenas um símbolo, mas um convite visual para uma viagem interior, uma chamada à ação para todos que buscam harmonizar suas vidas, equilibrar seus desafios e encontrar um propósito mais profundo e significativo.
- "Quando me perguntam qual é a minha abordagem terapêutica..."
Que tal começarmos por aí? Essa pergunta, na verdade, me deixa um pouco desconfortável. É como se esperassem que eu me encaixasse em uma caixinha com um rótulo bem definido: "Psicoterapeuta Cognitivo-Comportamental", "Psicanalista", "Psicólogo Positivo". Mas será que a gente cabe mesmo em caixinhas quando o assunto é trabalhar com seres humanos? Não me entendam mal, eu acredito na importância de dominar as teorias e técnicas. Afinal, elas são como ferramentas que nos ajudam a entender melhor o que se passa na mente das pessoas. Mas, assim como um marceneiro tem diversas ferramentas à sua disposição, eu também acredito que um psicoterapeuta precisa ter um repertório amplo para lidar com a complexidade da experiência humana. Ao longo da minha formação, me inspirei em diversos autores e teorias. A logoterapia de Viktor Frankl me mostrou a importância de encontrar um sentido para a vida, mesmo diante das maiores adversidades. A abordagem centrada na pessoa de Carl Rogers me ensinou a valorizar a experiência subjetiva de cada indivíduo. O construtivismo de Michael Mahoney me ajudou a entender que somos co-criadores de nossas próprias realidades. E a Psicologia Positiva de Martin Seligman me mostrou que o foco no bem-estar pode ser um caminho poderoso para a transformação. Mas minha jornada não se limita à psicologia. A filosofia e a teologia também exercem uma grande influência sobre o meu trabalho. Os pensamentos de Santo Agostinho, São Francisco de Assis e outros grandes pensadores me ajudam a refletir sobre questões existenciais e a encontrar um sentido mais profundo para a vida. E os filósofos, como Nietzsche, Sartre e Foucault, me proporcionam diferentes perspectivas para analisar a sociedade e a cultura. Acredito que essa diversidade de influências me permite oferecer um atendimento mais personalizado e abrangente aos meus pacientes. Afinal, cada pessoa é única e merece um cuidado individualizado. Em vez de me prender a uma única abordagem, busco integrar diferentes perspectivas para criar um plano terapêutico que atenda às necessidades específicas de cada indivíduo. E você, o que pensa sobre isso? Acredita que a psicoterapia deve ser mais flexível e aberta a diferentes abordagens, ou prefere um tratamento mais estruturado e baseado em evidências científicas? Compartilhe sua opinião nos comentários!
- Desacelere e Encontre a Paz: Baixe Agora 5 Áudios de Meditação Gratuitos!
Benefícios das Práticas Contemplativas Em meio à correria do dia a dia, encontrar um momento de paz e tranquilidade pode parecer um desafio insuperável. No entanto, as práticas contemplativas, como a meditação, oferecem uma maneira eficaz de desacelerar e reencontrar o equilíbrio interior. Estudos científicos têm demonstrado que a meditação pode reduzir significativamente os níveis de estresse e ansiedade, melhorar a concentração e a atenção, e promover um estado geral de bem-estar. A prática regular da meditação pode transformar a maneira como percebemos e reagimos ao mundo ao nosso redor, promovendo uma mente mais calma e focada. Além dos benefícios emocionais e mentais, a meditação também tem efeitos positivos comprovados na saúde física. Reduz a pressão arterial, melhora a qualidade do sono e fortalece o sistema imunológico. Ao dedicar apenas alguns minutos por dia para meditar, você pode experimentar uma melhora notável na sua qualidade de vida. A prática contemplativa nos ensina a viver o momento presente com mais intensidade e compaixão, ajudando-nos a criar uma vida mais equilibrada e harmoniosa. Meditação Slow: Encontre o ritmo saudável da vida através da Meditação Slow! A vida moderna nos empurra para um ritmo frenético, em que estamos sempre correndo, conectados e acelerados. Em meio a esse turbilhão de atividades, às vezes, perdemos contato com nós mesmos e com o momento presente. E se houvesse uma maneira de desacelerar, de encontrar um oásis de calma em meio ao caos? Uma das respostas está na Meditação Slow. A Meditação Slow vai além do exercício, pois é uma prática que permeia todos os aspectos da nossa vida. Complementada por práticas atencionais e desafios, ela nos conduz a um processo de reconexão profunda. É um despertar atencional, resgatando os sentidos que muitas vezes são usados de forma automática. Por intermédio dessa prática, somos envolvidos pela experiência do aqui e agora. Ao longo dos capítulos, o autor apresenta teorias, conceitos e técnicas, tornando a Meditação Slow acessível e compreensível. Aprenda a explorar sentimentos, sensações e percepções com profundidade, treinando seu corpo e cérebro para uma conexão autêntica consigo e com o mundo ao seu redor. Descubra como essa prática impacta positivamente seu bem-estar, levando-o a um estado de harmonia e equilíbrio. Para ajudar você a começar sua jornada de meditação, estou disponibilizando gratuitamente 5 áudios de meditações silenciosas. Esses áudios foram criados para proporcionar momentos de introspecção e calma, permitindo que você experimente os benefícios das práticas contemplativas. Meditação silenciosa 3min em áudio MP4 - Acesse o arquivo clicando aqui Meditação silenciosa 5min em áudio MP4 - Acesse o arquivo clicando aqui Meditação silenciosa 10min em áudio MP4 - Acesse o arquivo clicando aqui Meditação silenciosa 25min em áudio MP4 - Acesse o arquivo clicando aqui Meditação silenciosa 30min em áudio MP4 - Acesse o arquivo clicando aqui
- Os efeitos da música e dos vídeos acelerados
Especialistas veem risco de ansiedade e dificuldade de atenção. Fonte: O Estado de S. Paulo. 21 May 2023. LEON FERRARI JEFFERSON BERNARDES / ESTADÃO ‘Mó diferente’. ‘Não faz isso, não. A vida é em 1x’, disse streamer de futebol a fã que se surpreendeu com voz no ritmo normal. Troca rápida de planos, cores vibrantes, sons explosivos e personagens “ligados no 220V”. O sucesso do filme Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo não é à toa. A rotina moderna tem sido cada vez mais acelerada e fragmentada. Os sintomas desse ritmo são evidenciados pelo que consumimos – e pelo modo como fazemos isso. Desde que o aplicativo WhatsApp permitiu acelerar mensagens de áudio e as plataformas de streaming, como o YouTube, fizeram o mesmo com vídeos. E há quem só ouça e assista na velocidade 2. Pesquisas já alertam sobre o risco desses hábitos. Músicas em rotação acima do normal, que deixam mais aguda a voz de quem canta, os “sped up songs” ou “speed up songs” se popularizaram no TikTok e ganham o topo das paradas. Artistas pop, como Lady Gaga, já lançaram versões aceleradas de músicas. No fim de 2022, o streamer de futebol Casimiro se deparou com a seguinte mensagem em uma transmissão: “Estou pela primeira vez assistindo ao vivo, normalmente assisto no 2x. A voz é ‘mó’ diferente”. O influenciador reagiu: “Não faz isso, não. A vida é em 1x”. A apresentadora Déia Freitas, do podcast Não Inviabilize, entrou na brincadeira, mas conta ao Estadão que se sentia ofendida quando ouvintes diziam acelerar sua voz. Comentários assim vinham pelo Instagram, no qual ainda não é possível acelerar vídeos. “O contador de histórias gosta que prestem atenção nos detalhes. Ao acelerar, talvez percam algo nas pausas, que é parte do contexto da história.” Mas hoje isso não a incomoda mais. Ela própria, de 48 anos, passou a acelerar vídeos mais técnicos. “Paguei a língua.” O QUE DIZEM OS ESPECIALISTAS. Pesquisadores ouvidos pelo Estadão dizem que vivemos, de fato, em velocidade sem precedentes. Segundo eles, isso está ligado à tecnologia e teve como catalisador a pandemia, quando nos isolamos e usamos as telas para comunicação. Foi na quarentena que o gerente de consultoria tributária Gabriel Schneider, de 32 anos, começou a ver vídeos e ouvir podcasts em velocidade superior a 1x. “Nunca achei o recurso interessante. Foi necessidade. Tinha coisa demais para fazer. Queria consumir conteúdo, saber o que acontecia, sobre cuidados, ouvir artistas. Dentro do tempo que tinha, precisei acelerar.” Por um lado, o ritmo veloz economiza tempo em tarefas mecânicas, dizem. Por outro, perde-se espaço de escuta e contemplação, importante para a criatividade. Para evitar adoecimento mental e que as relações fiquem superficiais, os especialistas apontam que devemos definir a hora de acelerar e a de apertar a tecla de pausa. Esse equilíbrio é complexo. “Não é que a velocidade seja inevitável, mas a aceleração social do tempo é condição da nossa época”, afirma Michelle Prazeres, pesquisadora em comunicação, velocidade e tecnologias. Sociólogo, antropólogo e psicanalista, Tiago Pereira Andrade cita o conceito de modernidade líquida, do sociólogo polonês Zygmunt Bauman. “A ideia do líquido é o que vem, preenche todo o espaço e se esvazia rapidamente”, diz o coordenador do curso de Ciências do Consumo da ESPM. COMO E POR QUE ACELERAMOS? E o que veio primeiro: a aceleração da vida ou a tecnologia que permite acelerar? Não dá para dizer exatamente, mas os especialistas são unânimes em destacar que equipamentos e plataformas são o tecido da aceleração. Para se ter ideia, já em 2011 dois pesquisadores americanos, Martin Hilbert e Priscila López, concluíram, em artigo na revista Science, que a capacidade de comunicar, com o avanço da internet, cresceu 28% ao ano entre 1986 e 2007. Cada pessoa, em 1986, poderia enviar o equivalente informativo a duas páginas de jornal por dia. Em 2007, a taxa sobe para 360 páginas. “O algoritmo é feito para consumir de maneira supervolátil, para ir para o próximo conteúdo”, afirma. Carolina Terra, pesquisadora em comunicação digital e professora na Faculdade Cásper Líbero. Sozinha, porém, a tecnologia não explica tudo. “Nossa noção de progresso e futuro também é aceleratória”, afirma Michelle, idealizadora do movimento Desacelera SP, que articula projetos sobre reduzir o ritmo da vida na cidade. “Todos querem ser hiperprodutivos: seja no marketing pessoal nas redes ou no videogame, todo o mundo quer destaque”, completa Andrade. CÉREBRO. Ainda faltam estudos mais robustos sobre como isso afeta o cérebro, segundo Vanessa Clarissa Marchesin, doutora em Neurociência Aplicada e professora da ESPM. Mas ela diz que pesquisas feitas no exterior já alertam para o risco de problemas, como de ansiedade e atenção. “Ensinamos o cérebro a perceber a realidade acelerada, mas a vida não é assim. Ao falar com um amigo, ele não será rápido como o computador, e isso pode provocar ansiedade”, observa. “O cérebro tende a simular a reação atencional da internet.” Para especialistas, isso cria um risco de superficialidade: não ter mais paciência para ouvir o desabafo de um amigo, o sermão da mãe ou participar de discussões mais densas. “Em reuniões, quando alguém é um pouco prolixo ou demora numa explicação, bate a ansiedade”, admite Gabriel Scheneider. Maria Suzana Pereira, estudante de 22 anos, diz ser acelerada por natureza, mas acredita que a velocidade aumentou ainda mais depois que passou a consumir conteúdos acelerados. “Quem que me conhece não acha ruim quando falo: ‘O que aconteceu no final?’. Mas na construção de relações – de amizade ou amorosas –, tenho de me policiar para não ser essa pessoa apressada.” A recomendação dos especialistas é buscar equilíbrio: descobrir quando acelerar ou não. Para Carolina Terra, isso passa pela “consciência sobre como funcionam as plataformas”.
- Programa de Mindfulness Positivo (PMP)
Integrando Mindfulness à Psicologia Positiva: um ensaio clínico randomizado de um programa online de Mindfulness Positivo O objetivo do estudo foi testar a eficácia de um Programa de Mindfulness Positivo (PMP) baseado em intervenção on-line de 8 semanas que integrou práticas de mindfulness a uma série de variáveis de psicologia positiva, visando melhorar os escores de bem-estar medidos nessas variáveis. O ciclo de Mindfulness positivo, foi baseado em intenções positivas e na experiência dos pesquisadores, o que forneceu a base teórica para o PMP. O estudo foi baseado em um ensaio randomizado controlado por lista de espera, e 168 participantes (128 mulheres, idade média = 40,82) que completaram a intervenção, que incluiu vídeos diários, meditações e atividades. As variáveis testadas incluíram medidas de bem-estar, como gratidão, autocompaixão, autoeficácia, significado e autonomia. Dados pré e pós-intervenção, incluindo 1 mês após o término da intervenção, foram coletados de grupos experimentais e controle. As medidas pós-teste dos participantes experimentais mostraram uma melhora significativa em todas as variáveis dependentes em comparação com as do pré-teste e também foram significativamente maiores que as do grupo controle. Um mês após a intervenção, os participantes do grupo experimental mantiveram a melhora em 10 das 11 medições. Estes resultados positivos indicam que o PMP pode ser eficaz na melhoria do bem-estar e de outras variáveis positivas em populações adultas não clínicas. Os participantes do grupo experimental mantiveram a melhora em 10 das 11 medições. Estes resultados positivos indicam que o PMP pode ser eficaz na melhoria do bem-estar e de outras variáveis positivas em populações adultas não clínicas. Fonte do estudo: Ivtzan, I., Young, T., Martman, J. et al. Integrating Mindfulness into Positive Psychology: a Randomised Controlled Trial of an Online Positive Mindfulness Program. Mindfulness7, 1396–1407 (2016). https://doi.org/10.1007/s12671-016-0581-1 Quer te acesso ao estudo completo? Me chame no direct do Instagram que compartilho com você! https://www.instagram.com/malone.rodrigues/
- Aula 1: introdução à Síndrome da pressa
No vídeo, Malone Rodrigues, Filósofo, Especialista em Psicologia Positiva e graduando de Psicologia aborda a "Síndrome da Pressa" como um padrão de comportamento que leva ao adoecimento mental e físico. Embora não seja uma doença oficial, é caracterizada por constante correria e falta de tempo, gerando estresse e sobrecarga. Originada na década de 70 por cardiologistas, essa síndrome está relacionada ao estilo de vida "Tipo A", marcado por urgência, competição e multitarefa. O vídeo explora como fatores como tração tecnológica e sobrecarga de informações pesadas para a pressão. Propõe técnicas de gerenciamento do tempo, uso consciente da tecnologia e a prática da "Meditação Slow" como maneiras de combater os efeitos negativos da síndrome da pressão e promover uma abordagem mais saudável à vida cotidiana.
- Você já ouviu falar de Hurry Sickness ou síndrome da pressa?
Também conhecida como "síndrome da pressa", essa condição é caracterizada por um padrão comportamental em que a pessoa se sente constantemente "correndo", com pressa e com a sensação de que o tempo é escasso. É como se estivesse sempre sendo engolido pelas tarefas do dia, com pouco tempo para descansar, trabalhando até o limite físico e emocional, e com pausas rápidas para comer enquanto checa o celular e responde e-mails. Embora não seja considerada uma doença, a síndrome da pressa representa os efeitos negativos de um estilo de vida acelerado em que o ser humano moderno se relaciona de forma distorcida com o tempo. Esse ritmo vertiginosamente acelerado da sociedade moderna impacta diretamente em nossa experiência de tempo. O sociólogo Hartmut Rosa, em seu livro "Aceleração: a transformação das estruturas temporais na Modernidade", reflete sobre como a busca constante por produtividade tem levado a uma sensação de escassez de recursos temporais e à necessidade de aumentar ainda mais o ritmo da vida. Esse estilo de vida frenético e acelerado resulta em patologias que se tornam características da sociedade contemporânea, gerando mal-estar social e problemas relacionados à desorientação temporal, superestimulação, esgotamento e pressão do tempo. Podemos fazer escolhas conscientes e adotar comportamentos mais saudáveis e equilibrados em relação ao tempo. É importante reconhecer que estamos imersos nessa estrutura social acelerada, moldada pelas novas tecnologias e pela constante demanda por rapidez. No entanto, podemos fazer escolhas conscientes e adotar comportamentos mais saudáveis e equilibrados em relação ao tempo. Uma das estratégias é o gerenciamento do tempo e o estabelecimento de prioridades. Cada um de nós tem seu próprio ritmo, e é importante entender como organizar nosso dia e nossa atenção de acordo com nossas necessidades. Planejar tarefas e identificar o que é prioritário ajuda a evitar a sensação de urgência constante e a sobrecarga emocional. Além disso, estabelecer limites saudáveis e aprender a dizer "não" quando necessário são habilidades fundamentais para o bem-estar emocional e mental. Devemos reconhecer nossos limites individuais e respeitar nossas necessidades pessoais. Dizer "não" de maneira respeitosa nos permite equilibrar nosso tempo, energia e recursos, garantindo que possamos atender às nossas próprias prioridades. É essencial lembrar que nem tudo é urgente, e é importante avaliar as demandas do dia e identificar o que realmente precisa de nossa atenção imediata. Assumir uma relação saudável com o tempo envolve todas as dimensões de nossa vida. Devemos cuidar de nossa saúde integral, pois a aceleração impacta em nosso bem-estar físico, emocional e mental. É fundamental compreender que estamos inseridos em um sistema econômico e de produção acelerado, mas sempre conseguimos fazer escolhas que promovam nosso equilíbrio e saúde. Portanto, proponho refletirmos sobre nosso estilo de vida acelerado e buscar estratégias que nos ajudem a ter uma relação mais saudável com o tempo, valorizando momentos de pausa, autocuidado e descanso. Malone Rodrigues
- Potencializar as qualidades humanas: a missão esquecida da psicologia
Imagine que alguém se ofereça para entender os seres humanos, mas, ao fazê-lo, ensine apenas acerca de seus defeitos e patologias. Ainda que pareça um exagero, um questionamento do tipo “O que há de errado com as pessoas?” orientou o trabalho da maioria dos praticantes da psicologia aplicada (clínicos, escolares, etc.) no século XX. Em virtude das muitas formas de falibilidade humana, essa pergunta gerou uma avalanche de ideias sobre o “lado obscuro” do ser humano. Contudo, à medida que o século XXI avança, começamos a nos fazer outra pergunta: “O que há de certo com as pessoas?”. Essa interrogação está no centro da iniciativa emergente da psicologia positiva, que é o enfoque científico e aplicado da descoberta das qualidades das pessoas e da promoção de seu funcionamento positivo. Confira o artigo no qual o pioneiro da psicologia positiva, Martin E. P. Seligman, apresenta suas visões sobre a necessidade desse campo: Potencializar as qualidades humanas: a missão esquecida da psicologia Martin E. P. Seligman Presidente da American Psychological Association Antes da Segunda Guerra Mundial, a psicologia tinha três missões: curar as doenças mentais, tornar a vida das pessoas mais satisfatória e identificar e cultivar talentos superiores. Depois da Guerra, dois eventos mudaram a cara da psicologia. Em 1946, foi criada a Administração para os Veteranos de Guerra (Veterans Administration) nos Estados Unidos, e os profissionais da psicologia descobriram que poderiam ganhar a vida tratando de doenças mentais. Em 1947, instituiu-se o Instituto Nacional de Saúde Mental (National Institute of Mental Health), e os psicólogos acadêmicos descobriram que poderiam obter financiamentos para a pesquisa sobre doenças mentais. Como resultado disso, demos passos enormes rumo à compreensão e ao tratamento da doença mental. Pelo menos dez transtornos que anteriormente não eram tratáveis abriram seus segredos e agora podem ser curados ou aliviados consideravelmente. Melhor do que isso: milhões de pessoas tiveram seus problemas aliviados pelos psicólogos. Nossas missões negligenciadas Entretanto, o lado negativo foi que as duas outras missões fundamentais – melhorar a vida das pessoas e estimular os “superdotados” – foram totalmente esquecidas. Viramos uma vitimologia. Os seres humanos passaram a ser vistos como focos passivos: os estímulos chegavam e geravam “respostas”, ou “reforçamentos” externos enfraqueciam ou fortaleciam “respostas”, ou conflitos da infância comandavam o ser humano. Considerando o ser humano como essencialmente passivo, os psicólogos tratavam a doença mental dentro de um quadro teórico voltado a consertar hábitos problemáticos, infâncias problemáticas e cérebros problemáticos. Cinquenta anos depois, quero lembrar à nossa área de que ela se desviou. A psicologia não é apenas o estudo da fraqueza e do dano, mas também o estudo da qualidade e da virtude. Tratar não significa apenas consertar o que está com defeito, mas também cultivar o que temos de melhor. Trazer esse aspecto para o primeiro plano é o trabalho da Força-tarefa Presidencial sobre Prevenção (Presidential Task Force on Prevention), coordenada por Suzanne Bennett Johnson e Roger Weissberg. Essa força-tarefa assume uma série de incumbências: tentará identificar as “melhores práticas na prevenção”, sob a direção de Karol Kumpfer, Lizette Peterson e Peter Muehrer; explorará “a criação de uma nova profissão: formação em prevenção e promoção de saúde”, promovendo conferências sobre a formação da nova geração de psicólogos da prevenção, sob a coordenação de Irwin Sandler, Shana Millstein, Mark Greenberg e Norman Anderson; funcionará com Henry Tomes, do Public Interest Directorate, da APA, na campanha de propaganda para prevenir a violência nas crianças; patrocinará uma edição especial da revista American Psychologist sobre prevenção, organizada por Mihaly Csikszentmihalyi, e, liderada por Camilla Benbow, questionará o que a psicologia pode fazer para estimular crianças com talentos extremamente elevados. Potencializando as qualidades, a resiliência e a saúde nos jovens Precisamos de psicólogos que trabalhem com famílias, escolas, comunidades religiosas e empresas para enfatizar seu papel fundamental de potencializar as qualidades. Martin E. P. Seligman Contudo, resta uma questão por trás disso: como podemos prevenir problemas como depressão, abuso de drogas e álcool, esquizofrenia, AIDS ou danos em jovens e crianças que sejam geneticamente vulneráveis ou que vivam em mundos que estimulam esses problemas? O que aprendemos é que patologizar não nos aproxima da prevenção de transtornos graves. Os grandes avanços na prevenção vieram principalmente da construção de uma ciência voltada à promoção sistemática da competência dos indivíduos. Descobrimos que há um conjunto de qualidades humanas que são os mais prováveis parachoques contra a doença mental: coragem, otimismo, habilidade interpessoal, ética no trabalho, esperança, honestidade e perseverança. Grande parte da tarefa da prevenção será criar uma ciência das qualidades humanas, cuja missão seja estimular essas virtudes nos jovens. Cinquenta anos de trabalho dentro de um modelo médico baseado no defeito pessoal e no cérebro problemático deixaram as profissões da saúde mental mal-equipadas para realizar a prevenção eficaz. Precisamos de pesquisas de grande porte sobre qualidades e virtudes humanas. Precisamos de profissionais que reconheçam que grande parte do melhor trabalho que realizam é amplificar essas qualidades, em lugar de consertar os defeitos de seus pacientes. Precisamos de psicólogos que trabalhem com famílias, escolas, comunidades religiosas e empresas para enfatizar seu papel fundamental de potencializar as qualidades. As principais teorias psicológicas mudaram para ser o alicerce de uma nova ciência das qualidades e da resiliência. As pessoas, até mesmo as crianças, são consideradas atualmente como tomadoras de decisões, com opções, preferências e a possibilidade de se tornar habilidosas, eficazes ou, em circunstâncias negativas, desamparadas e desesperançosas. Essa ciência e essa prática prevenirão muitos dos principais transtornos emocionais. Elas também terão efeitos colaterais. Tudo o que estamos aprendendo sobre os efeitos do comportamento e do bem-estar mental sobre o corpo tornará nossos clientes mais saudáveis fisicamente. Também vai reorientar a psicologia para suas duas missões negligenciadas, fortalecendo as pessoas normais e tornando-as mais produtivas, bem como realizando o potencial superior dos seres humanos. Fonte: De Seligman, M., Building human strength: Psychology’s forgotten mission, in APA Monitor, janeiro 1998, p. 2. Direitos autorais © 1998, de American Psychological Association. Em Snyder, C. & Lopez, SJ (2011). Psicologia positiva: uma abordagem científica e prática das qualidades humanas . Grupo A. A nova era da psicologia positiva| Martin Seligman • TED2004 Martin Seligman fala sobre a psicologia como um campo de estudo e também da sua abordagem frente-a-frente com cada paciente e cada profissional. Ultrapassando o foco na doença, interessa-se por aquilo que a psicologia moderna pode contribuir para o desenvolvimento pessoal de cada um de nós.
- Como praticar Mindfulness?
Em vídeo produzido para Pós PUC Paraná, Malone explica como começar a praticar mindfulness Apesar de ser uma técnica simples e acessível para todos, é necessário entender como funciona e praticar para que você consiga, com o tempo, deixar os seus pensamentos e preocupações de lado durante o exercício e aproveitar todos os benefícios. O nosso professor Malone Rodrigues compartilha neste vídeo um exercício do mindfulness de 1 minuto conhecido como Prática de Aterrissagem para trazer a atenção para o momento presente.
- O que é o tempo?
Visitando o cemitério La Recoleta em Buenos Aires Lembro-me que foi o tema da minha primeira aula do curso de filosofia com o Prof. Leonardo Agostini. Eu, um jovem universitário discutindo e refletimos sobre a complexidade do tempo... talvez olhando para trás vejo que estava, como dizem os antigos, “mais perdido que cego em tiroteio”. Embora tenhamos embarcado na filosofia analítica, e os esforços do Profe. Léo fossem imensuráveis, consegui compreender as características do espaço e do tempo, bem como aspectos metafísicos e epistemológicos acerca do tema... No final da graduação fiquei no dilema entre os dois temas. O primeiro era sobre o sentido da/na vida em Viktor E. Frankl, o segundo era sobre o problema do tempo no pensamento em Henri Bergson... Escolhi o primeiro tema, mas o segundo me acompanha no meu processo de lifelong learning. Agora, chego na reflexão que fiz ao contemplar essa escultura, localizada no cemitério La Recoleta, inaugurada em 1822, como a primeira necrópole pública de Buenos Aires. Em hebraico seu nome é "Azrael". No Alcorão, é citado como "Malak al-Mawt". E nós podemos chamá-lo de O Anjo da morte. Na estátua eternizada em passos lentos, recordo o Tango. Na dança tipica dos argentinos, o bailarino se aproxima da dama em passos lentos e firmes. Ele quer ser visto, seus olhos são fixos no olhar da bailarina. Eis-que de frente dela, ele a pega pelos braços e justos começam uma dança vibrante e síncrona. No entanto, a chegada deste anjo é feito numa dança de passos lentos. Em uma das mãos o Anjo da morte traz a foice, a qual ceifara a alma do corpo, e na outra, traz uma ampulheta. Sim, uma ampulheta. Jovens, quando vi a ampulheta nas mãos da escultura, logo me lembrei do pensamento de Henri Bergson. Na filosofia moderna, Bergson nos ajuda a entender/pensar o tempo numa dimensão existencial, bem mais que uma dimensão teórica. De forma positiva e realista Bergson nos implica a compreender a nossa natureza efêmera. Quando temos a dignidade de entender essa transitoriedade da vida, mudamos de postura e passamos a viver com intensidade cada momento. Bergson, entende que tanto o passado como o futuro devem ser analisados a partir da ideia de presente. Tempo, morte e presente... Em minha reflexão sou levado ao texto "Cantico delle creature", de São Francisco de Assis. Escrito no dialeto da Úmbria, acredita-se que esteja entre as primeiras obras escritas no idioma italiano. Existe um trecho deste clássico franciscano que diz; “Louvado sejas, meu Senhor, pela irmã nossa, a morte corporal, da qual nenhum homem vivente pode escapar...” Como pode alguém louvar a chegada da morte, e ainda chama-la de irmã? Bem, quem vive o presente, está vivendo. E assim, pode chamar a morte de irmã. Parece confuso, não é? Por fim, muitas pessoas estão vivendo de forma automática. Como li na porta de um banheiro de um bar: “você está construindo memórias ou apenas pagando boletos?” - jovens, o anjo da morte traz na mão o print do tempo. É como uma indagação que rompe a banalidade dos dias corriqueiros. A pergunta pulsa; e no final de tudo, como gastei o meu tempo? Acredito que não existe uma reposta. Sei que nossa vida é e será como a montanha-russa da vida, com altos e baixos... porém a música Epitáfio do grupo Titãs é como uma marca texto para os nossos dias inconstantes. “Devia ter amado mais, ter chorado mais... Ter visto o sol nascer. Devia ter arriscado mais, e até errado mais. Ter feito o que eu queria fazer...”. "Nada é menos do que o momento presente, se entendermos por isso o indizível instante que separa o passado do futuro." Henri Bergson Malone Rodrigues
- Depressão atinge mais brasileiros que diabetes, diz pesquisa
Pesquisa do Ministério da Saúde mostra que porcentual é maior que média da OMS Fonte: O Estado de S. Paulo. 25 Apr 2022. ROBERTA JANSEN RIO Um porcentual cada vez maior de brasileiros sofre de depressão, segundo a Pesquisa Vigitel 2021. Os dados revelam ainda que, em média, há mais casos no País com depressão que com diabetes. Um porcentual cada vez maior de brasileiros sofre de depressão, e a pandemia de covid-19 pode ter contribuído para agravar o problema. De acordo com a Pesquisa Vigitel 2021, do Ministério da Saúde, divulgada na semana passada, em média 11,3% dos brasileiros relatam um diagnóstico médico de depressão. É um número bem acima da média apontada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para o País, de 5,3%. O Vigitel é um levantamento anual sobre saúde nas capitais. E é a primeira vez que traz números da depressão. O levantamento mostrou também que, em média, há mais pessoas no País com depressão do que com diabete (9,1%) – doença crônica considerada muito comum. O trabalho revelou ainda que a frequência de adultos com diagnóstico médico de depressão variou bastante entre as capitais. Foi de 7,2% em Belém, a 17,5% em Porto Alegre. Como já é sabido, a doença afeta mais mulheres (14,7%) do que homens (7,3%) e aparece com porcentuais semelhantes em todas as faixas etárias. “Já tínhamos um indicativo de que o problema estava aumentando e, por isso, decidimos incluir a depressão no Vigitel, que é feito com maior periodicidade”, explicou o professor Rafael Moreira Claro, da Universidade Federal de Minas (UFMG), coordenador do trabalho. “A Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) de 2019 registrou que 10% da população tinha um diagnóstico médico de depressão, ante 7,6% na pesquisa anterior, de 2013; aumento de 5 milhões de pessoas.” Os pesquisadores acreditam que o número expressivo de diagnósticos está agora relacionado à pandemia de covid-19. Um levantamento feito pela Universidade Estadual do Rio (UERJ), em 2020, sobre o impacto da pandemia, revelou que o porcentual de casos tinha passado de 4,2% para 8% nos primeiros meses da crise no País. “Sabemos que situações muito estressantes como a pandemia podem ser um estopim para a depressão”, afirmou Alberto Filgueiras, do Instituto de Psicologia da UERJ. “Embora o novo número seja muito alto, não chega a surpreender que dois anos depois a situação tenha piorado, até porque não temos política pública para a contenção de demandas patológicas.” SUBNOTIFICAÇÃO. Como a depressão é uma doença “silenciosa” e cercada de tabus, os casos ainda tendem a ser subnotificados. “As exigências dos tempos em que vivemos já são muito grandes, e agora estão somadas a um contexto de pandemia, de uma ameaça invisível, de risco de vida para você e os seus amados. Muita gente não deu conta mesmo”, constatou Teresa Cristina Kurimoto, da Escola de Enfermagem da UFMG, uma das responsáveis pelo Vigitel. “Alguns estudos mostram que em grupos específicos, sobretudo de profissionais da linha de frente, o aumento foi muito maior, chegando a 40%.” Para os especialistas, não há uma explicação única para o fenômeno. As demandas da vida contemporânea têm um impacto, bem como o aperfeiçoamento do diagnóstico e o excesso de diagnósticos.“o tempo em que a gente vive é ansiogênico (gerador de ansiedade) e, ao mesmo tempo, de percebermos nossa impotência diante de tantas coisas”, afirmou Kurimoto. “Somos o tempo todo confrontados com a exigência de sermos excelentes gestores de nós mesmos; não serve ser bom, tem de ser excelente. A gestão do tempo, das emoções, tudo precisa acontecer de forma muito competente.” A redução dos preconceitos que cercam a doença e a melhoria nos diagnósticos certamente contribuíram para o aumento do número real de casos. Mas, ressaltou a especialista, também não se pode descartar um excesso de diagnósticos errôneos, em que questões inerentes à existência humana são transformadas em doença. O Vigitel também mostrou um aumento no consumo exagerado de álcool e uma redução da prática de atividade física – duas variáveis ligadas à depressão. O trabalho mostra que praticamente a metade da população (48,2%) pratica menos atividades físicas do que o recomendado. E o consumo abusivo de bebida alcoólica chegou a 18,3%. A depressão resulta de uma complexa interação de fatores sociais, psicológicos e biológicos, segundo a Organização Mundial de Saúde. Pessoas que passam por eventos adversos (como desemprego, luto, trauma psicológico) são mais propensas. Episódios de depressão podem ser leves, moderados ou graves. Alguns sintomas a serem notados são tristeza persistente, humor deprimido (desânimo, baixa autoestima, sentimentos de inutilidade), perda de interesse em atividades antes apreciadas, alterações no apetite, ganho ou perda de peso súbita, insônia, excesso de sono e fadiga acentuada. Dependendo da avaliação médica, os tratamentos podem ser por psicoterapia ou medicamentosos, ou uma combinação dos dois. TRANSTORNO BIPOLAR. Preferindo o anonimato, a porto-alegrense I.R, de 50 anos, foi diagnosticada pelo psiquiatra com transtorno bipolar. A identificação surgiu há cerca de 20 anos, quando estava em seu segundo casamento. “Sempre lutei com relações de mudança de comportamento e aquela tristeza absurda. Sempre tive muitas dúvidas sobre esse diagnóstico de bipolaridade, pois meus episódios de depressão são muito mais persistentes do que qualquer outra coisa”, afirmou a comunicadora que trabalha em um canal de TV. I.R relatou que no início da doença conseguia identificar suas crises de mania, como por exemplo, euforia exacerbada, descontrole nos gastos econômicos (em especial, supérfluos) e irritabilidade extrema. Na época, fazia consultas particulares com o psiquiatra e tomava remédios. Entre os medicamentos receitados estavam divalproato de sódio, indicado para o tratamento de episódios de mania associados com transtornos bipolares e cloridrato de sertralina para sintomas de depressão e ansiedade. “Tomei por algum tempo e depois parei por conta própria.” Após um período, a paciente retornou ao médico e começou a se tratar com topiramato, para estabilização do humor, e quetiapina, para o tratamento de manutenção do transtorno afetivo. “Fiz o tratamento por um tempo e parei de novo. Eu vivo o presente. A depressão foi tão forte que até tomou conta da tentativa que o paciente bipolar pode ter, por exemplo: vou gastar dinheiro para quê? Vou discutir para que? Não tenho muitas expectativas com as coisas, não possuo mais aquela vontade, sabe....”, lamentou. A paciente revelou que desistiu dos tratamentos convencionais, como psiquiátricos e psicológicos, pelos altos valores das consultas e remédios para combater a depressão e ansiedade. “A perda do emprego repentinamente em 2015 (justo às vésperas de seu aniversário), a morte de minha avó e o fim do segundo casamento foram fatores cruciais”, comentou I.R que já pensou em suicídio algumas vezes. ANIMAIS. Muita gente ainda não acredita, mas ter um animal de estimação faz bem à saúde. Pode ser um cão, um gato, um hamster ou mesmo um coelhinho. O fato é que conviver com esses animais traz alegria e bem-estar, e o convívio é sempre muito agradável e recompensador. A gaúcha I.R, que também é mãe e avó, atribui sua vida a cuidar, especialmente, de gatos de estimação. “Vivo por eles, os gatos são a minha medicação e assim me mantenho estável, em pé, como lutadora, entende?”, explicou a gaúcha. Já a idosa Zilma de Sousa, de 70 anos, residente em um apartamento na zona norte de Porto Alegre disse que foi diagnosticada com depressão após a morte do marido, em janeiro de 2014. Na época, ela sentia muita tristeza, um vazio e grande vontade de dormir, apenas dormir. Fez tratamento psiquiátrico por um ano e meio. Posteriormente seguiu apenas com os medicamentos. “Larguei as consultas porque só falava, falava e nada do médico me dizer algo, apenas me dava medicamentos. Claro que os remédios ajudaram e ajudam até hoje”, admitiu Zilma. Entre os medicamentos expostos em uma caixa, na mesa da sala estão o clonazepam – um ansiolítico bastante eficaz contra transtornos de ansiedade e o escitalopram, utilizado para tratamento ou prevenção da recorrência da depressão, tratamento do transtorno de pânico, de ansiedade e obsessivo compulsivo. “Tomo diariamente os dois comprimidos e me sinto bem, além disso tenho meu companheiro aqui, o Marenco (cãozinho da raça Shitzu), de 8 anos. Marenco foi um presente de sua filha, logo após o falecimento do pai. “Um amigo e tanto”, finalizou Zilma. MULHERES. Conforme o médico psiquiatra do Grupo Hospitalar Conceição (GHC) em Porto Alegre, Bruno Paz Mosqueiro, de 37 anos, cerca de 20% dos pacientes atendidos no Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) relatam sintomas de depressão e estes são encaminhados para atendimento ao Posto de Saúde ou, dependendo da gravidade do caso, direcionados aos ambulatórios especializados na área de psiquiatria. Outra observação feita pelo médico, durante os atendimentos, é de que a maioria são mulheres que buscam ajuda. “As mulheres possuem um risco quase duas vezes maior de desenvolver a depressão e isso se deve a vários fatores, desde biológicos até questões de gênero”, explicou. Efeito do coronavírus Em alguns grupos, como o de profissionais da linha de frente, o aumento de casos chegou a 40% “Não chega a surpreender. Sabemos que situações muito estressantes como a pandemia podem ser um estopim para a depressão.” Alberto Filgueiras Instituto de Psicologia/uerj Risco aumentado “As mulheres possuem um risco quase duas vezes maior de desenvolver a doença”, diz especialista











