Como é fazer terapia comigo? 10 perguntas para quem está pensando em começar
- Malone Rodrigues

- há 2 horas
- 5 min de leitura
Começar a fazer psicoterapia nem sempre é fácil.
Às vezes, a pessoa sente vontade, mas também sente medo. Fica em dúvida sobre como funciona, o que vai precisar falar, se vai ser julgada, se vai dar conta, se realmente precisa ou se “não é sofrimento suficiente” para procurar ajuda.
Mas, se tu estás pesquisando, buscando informações ou tentando entender melhor como a terapia funciona, talvez tu já tenhas dado um primeiro passo importante: reconhecer que cuidar da saúde mental importa.

Foi o tempo em que se pensava que terapia era apenas para quem estava em sofrimento psíquico intenso. A psicoterapia pode ajudar em momentos de crise, sim, mas também pode ser um espaço de autoconhecimento, elaboração, cuidado, prevenção, escolhas e busca de sentido.
Conversei com alguns amigos e pacientes e pedi que compartilhassem comigo dúvidas que tinham sobre psicoterapia e também sobre a minha forma de trabalho. Organizei neste texto algumas dessas perguntas e respostas.
Espero que elas te ajudem a entender melhor esse processo e, quem sabe, a dar o próximo passo com mais tranquilidade.
Por onde começamos?
Começamos com uma sessão de avaliação.
Nesse primeiro encontro, eu vou te conhecer melhor, entender o que estás buscando e avaliar como posso te ajudar. Também é o momento para tu conheceres um pouco da minha forma de trabalho.
Quando possível, já construímos um plano terapêutico inicial, com alguns caminhos para o processo. Em alguns casos, pode ser necessário mais de uma consulta para compreender melhor a história, a demanda e os próximos passos.
Esse primeiro encontro também é importante para tu perceberes se faz sentido para ti. Na psicoterapia, o vínculo terapêutico é fundamental. É importante que tu te sintas confortável, acolhido e com confiança para viver esse processo. Terapia também é encontro. E esse encontro precisa fazer sentido.
Eu preciso saber exatamente o que estou sentindo?
Não. Muitas pessoas chegam à psicoterapia dizendo: “não sei explicar, mas não estou bem”. E tudo bem. A terapia também é um espaço para colocar em palavras aquilo que, por dentro, ainda está confuso. Meu papel é te ajudar a falar, observar e compreender o que está acontecendo contigo, ou aquilo que tu vens enfrentando. A gente vai olhando junto, com calma, para os sentimentos, pensamentos, histórias, medos, escolhas e situações que talvez estejam pesando. Tu não precisas chegar com tudo pronto. A terapia também serve para organizar o que ainda não encontrou nome.
Qual é a tua abordagem?
Minha base clínica integra a Logoterapia e Análise Existencial, a Psicologia Positiva, práticas de regulação emocional e elementos da Filosofia, especialmente no cuidado com temas como sentido da vida, escolhas, sofrimento, liberdade e responsabilidade. Entendo a abordagem como um eixo que orienta a forma de olhar para o ser humano e conduzir o processo terapêutico. No meu caso, a Logoterapia é uma base importante, mas também uma abordagem transversal, que permite dialogar com outras técnicas e recursos. Por isso, gosto de pensar meu trabalho como uma caixa de ferramentas: nela entram minha formação em Psicologia, minha especialização em Logoterapia, Psicologia Positiva, Meditação, práticas de regulação emocional e minha formação em Filosofia. Ao longo do processo, vamos compreendendo juntos quais ferramentas fazem mais sentido para aquilo que a pessoa está vivendo, sempre respeitando sua história, seu tempo e suas necessidades.
A terapia é só conversar?
Conversar é uma parte importante da psicoterapia, mas não é “só conversar”. Na sessão, a pessoa pode trazer emoções, sentimentos, conflitos, dúvidas e situações que talvez ainda não estejam bem organizadas por dentro. A escuta clínica ajuda justamente a olhar para isso com mais calma: reconhecer padrões, compreender emoções, perceber repetições, entender por que determinadas situações incomodam tanto e construir caminhos possíveis. Ao longo do processo, eu também vou fazendo intervenções, perguntas e provocações, como: “tu te escutaste falando isso?” ou “o que essa situação está tentando te mostrar?”. Além da conversa, posso utilizar planejamentos, instrumentos, registros, pesquisas, testes e exercícios para ajudar a organizar sentimentos, pensamentos e comportamentos. Então, sim, a terapia envolve conversa, mas também envolve método, técnica, vínculo, reflexão e construção de recursos para lidar melhor com a vida concreta.
A terapia pode ser online ou presencial?
Sim. Atendo online e presencialmente, em Porto Alegre, no bairro Menino Deus. As duas modalidades podem ser profundas e eficazes, desde que exista vínculo, compromisso e um espaço adequado para o atendimento.
Como saber se está na hora de procurar terapia?
Talvez quando tu percebes que está difícil carregar tudo sozinho. Quando a ansiedade pesa, quando a tristeza se prolonga, quando o corpo dá sinais, quando as relações machucam ou quando a vida parece perder direção.
Psicoterapia é um espaço de cuidado, escuta e reconstrução.
Com o que você mais trabalha?
Trabalho com demandas como ansiedade, depressão, luto, estresse, crises, transições de vida, dificuldades relacionais, autoestima, vazio existencial e busca de direção. Sou formado em Psicologia pela PUCRS e, ao longo da minha trajetória, fui aprofundando minha formação em Logoterapia e Análise Existencial, Psicologia Positiva, práticas de regulação emocional, manejo do estresse crônico e, mais recentemente, Tanatologia, que é o campo de estudo sobre a morte, o morrer e os processos de luto. Também tenho experiência com projetos de vida, especialmente em contextos universitários, o que me levou a estudar metodologias como o Ikigai. Na clínica, o sentido da vida entra como um eixo importante para compreender e reorganizar a experiência humana. Na sessão de avaliação, busco entender a tua demanda e perceber se tenho os recursos adequados para te ajudar. Quando entendo que outro profissional pode contribuir melhor com determinada situação, também faço esse encaminhamento com responsabilidade.
Atendimento online funciona?
Sim, o atendimento online pode funcionar muito bem, desde que a pessoa tenha um espaço reservado, seguro e com privacidade para a sessão. Atendo tanto online quanto presencialmente, e as duas modalidades podem ser profundas e efetivas. O mais importante é o vínculo, a continuidade e a qualidade do encontro. No online, a terapia pode acontecer de onde a pessoa estiver, facilitando a rotina e diminuindo deslocamentos. No presencial, há também a experiência do consultório como espaço físico de cuidado. A escolha depende do que faz mais sentido para ti.
Vocês aceitam plano de saúde?
No momento, não atendo por plano de saúde. No entanto, busco oferecer diferentes formas de pagamento para facilitar o acesso ao processo terapêutico. O pagamento pode ser feito via Pix, cartão de crédito por link de pagamento online ou boleto. Também existe a possibilidade de combinar formatos de pagamento por sessão, pacote ou fechamento mensal, conforme fizer mais sentido para cada pessoa. A ideia é encontrar uma forma viável, clara e organizada, para que o cuidado com a saúde mental também possa caber na tua realidade.
O atendimento presencial é feito onde?
O atendimento presencial acontece no meu consultório, no bairro Menino Deus, em Porto Alegre. O espaço fica no Getúlio Vargas Prime Offices, na Av. Getúlio Vargas, 1151, Bairro Menino Deus, Porto Alegre/RS, CEP 90150-001. Também realizo atendimentos online, para quem prefere ou precisa de mais flexibilidade na rotina.
Não encontrou o que estava procurando?
Tudo bem. Me envie a sua dúvida e vou te responder com calma.
Você pode entrar em contato comigo pelo WhatsApp: (51) 99998-5958
ou clicar diretamente aqui para iniciar a conversa:

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