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Como é fazer terapia comigo? 10 perguntas para quem está pensando em começar

23 de jun.
5 min de leitura

Começar a fazer psicoterapia nem sempre é fácil.


Às vezes, a pessoa sente vontade, mas também sente medo. Fica em dúvida sobre como funciona, o que vai precisar falar, se vai ser julgada, se vai dar conta, se realmente precisa ou se “não é sofrimento suficiente” para procurar ajuda.

Mas, se tu estás pesquisando, buscando informações ou tentando entender melhor como a terapia funciona, talvez tu já tenhas dado um primeiro passo importante: reconhecer que cuidar da saúde mental importa.




Foi o tempo em que se pensava que terapia era apenas para quem estava em sofrimento psíquico intenso. A psicoterapia pode ajudar em momentos de crise, sim, mas também pode ser um espaço de autoconhecimento, elaboração, cuidado, prevenção, escolhas e busca de sentido.


Conversei com alguns amigos e pacientes e pedi que compartilhassem comigo dúvidas que tinham sobre psicoterapia e também sobre a minha forma de trabalho. Organizei neste texto algumas dessas perguntas e respostas.

Espero que elas te ajudem a entender melhor esse processo e, quem sabe, a dar o próximo passo com mais tranquilidade.


Por onde começamos?

Começamos com uma sessão de avaliação.

Nesse primeiro encontro, eu vou te conhecer melhor, entender o que estás buscando e avaliar como posso te ajudar. Também é o momento para tu conheceres um pouco da minha forma de trabalho.


Quando possível, já construímos um plano terapêutico inicial, com alguns caminhos para o processo. Em alguns casos, pode ser necessário mais de uma consulta para compreender melhor a história, a demanda e os próximos passos.

Esse primeiro encontro também é importante para tu perceberes se faz sentido para ti. Na psicoterapia, o vínculo terapêutico é fundamental. É importante que tu te sintas confortável, acolhido e com confiança para viver esse processo. Terapia também é encontro. E esse encontro precisa fazer sentido.

Não. Muitas pessoas chegam à psicoterapia dizendo: “não sei explicar, mas não estou bem”. E tudo bem. A terapia também é um espaço para colocar em palavras aquilo que, por dentro, ainda está confuso. Meu papel é te ajudar a falar, observar e compreender o que está acontecendo contigo, ou aquilo que tu vens enfrentando. A gente vai olhando junto, com calma, para os sentimentos, pensamentos, histórias, medos, escolhas e situações que talvez estejam pesando. Tu não precisas chegar com tudo pronto. A terapia também serve para organizar o que ainda não encontrou nome.

Minha base clínica integra a Logoterapia e Análise Existencial, a Psicologia Positiva, práticas de regulação emocional e elementos da Filosofia, especialmente no cuidado com temas como sentido da vida, escolhas, sofrimento, liberdade e responsabilidade. Entendo a abordagem como um eixo que orienta a forma de olhar para o ser humano e conduzir o processo terapêutico. No meu caso, a Logoterapia é uma base importante, mas também uma abordagem transversal, que permite dialogar com outras técnicas e recursos. Por isso, gosto de pensar meu trabalho como uma caixa de ferramentas: nela entram minha formação em Psicologia, minha especialização em Logoterapia, Psicologia Positiva, Meditação, práticas de regulação emocional e minha formação em Filosofia. Ao longo do processo, vamos compreendendo juntos quais ferramentas fazem mais sentido para aquilo que a pessoa está vivendo, sempre respeitando sua história, seu tempo e suas necessidades.

Conversar é uma parte importante da psicoterapia, mas não é “só conversar”. Na sessão, a pessoa pode trazer emoções, sentimentos, conflitos, dúvidas e situações que talvez ainda não estejam bem organizadas por dentro. A escuta clínica ajuda justamente a olhar para isso com mais calma: reconhecer padrões, compreender emoções, perceber repetições, entender por que determinadas situações incomodam tanto e construir caminhos possíveis. Ao longo do processo, eu também vou fazendo intervenções, perguntas e provocações, como: “tu te escutaste falando isso?” ou “o que essa situação está tentando te mostrar?”. Além da conversa, posso utilizar planejamentos, instrumentos, registros, pesquisas, testes e exercícios para ajudar a organizar sentimentos, pensamentos e comportamentos. Então, sim, a terapia envolve conversa, mas também envolve método, técnica, vínculo, reflexão e construção de recursos para lidar melhor com a vida concreta.

Sim. Atendo online e presencialmente, em Porto Alegre, no bairro Menino Deus. As duas modalidades podem ser profundas e eficazes, desde que exista vínculo, compromisso e um espaço adequado para o atendimento.

Talvez quando tu percebes que está difícil carregar tudo sozinho. Quando a ansiedade pesa, quando a tristeza se prolonga, quando o corpo dá sinais, quando as relações machucam ou quando a vida parece perder direção.

Psicoterapia é um espaço de cuidado, escuta e reconstrução.

Trabalho com demandas como ansiedade, depressão, luto, estresse, crises, transições de vida, dificuldades relacionais, autoestima, vazio existencial e busca de direção. Sou formado em Psicologia pela PUCRS e, ao longo da minha trajetória, fui aprofundando minha formação em Logoterapia e Análise Existencial, Psicologia Positiva, práticas de regulação emocional, manejo do estresse crônico e, mais recentemente, Tanatologia, que é o campo de estudo sobre a morte, o morrer e os processos de luto. Também tenho experiência com projetos de vida, especialmente em contextos universitários, o que me levou a estudar metodologias como o Ikigai. Na clínica, o sentido da vida entra como um eixo importante para compreender e reorganizar a experiência humana. Na sessão de avaliação, busco entender a tua demanda e perceber se tenho os recursos adequados para te ajudar. Quando entendo que outro profissional pode contribuir melhor com determinada situação, também faço esse encaminhamento com responsabilidade.

Sim, o atendimento online pode funcionar muito bem, desde que a pessoa tenha um espaço reservado, seguro e com privacidade para a sessão. Atendo tanto online quanto presencialmente, e as duas modalidades podem ser profundas e efetivas. O mais importante é o vínculo, a continuidade e a qualidade do encontro. No online, a terapia pode acontecer de onde a pessoa estiver, facilitando a rotina e diminuindo deslocamentos. No presencial, há também a experiência do consultório como espaço físico de cuidado. A escolha depende do que faz mais sentido para ti.

No momento, não atendo por plano de saúde. No entanto, busco oferecer diferentes formas de pagamento para facilitar o acesso ao processo terapêutico. O pagamento pode ser feito via Pix, cartão de crédito por link de pagamento online ou boleto. Também existe a possibilidade de combinar formatos de pagamento por sessão, pacote ou fechamento mensal, conforme fizer mais sentido para cada pessoa. A ideia é encontrar uma forma viável, clara e organizada, para que o cuidado com a saúde mental também possa caber na tua realidade.

O atendimento presencial acontece no meu consultório, no bairro Menino Deus, em Porto Alegre. O espaço fica no Getúlio Vargas Prime Offices, na Av. Getúlio Vargas, 1151, Bairro Menino Deus, Porto Alegre/RS, CEP 90150-001. Também realizo atendimentos online, para quem prefere ou precisa de mais flexibilidade na rotina.



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